Sunday, June 24, 2007


Que Porca pariu estes políticos
de aviário!...




Vêm direitinhos
da porcalhota,
sacola às costas,
do banco da escola
ou da estufa de aviário,
numa manhã de nevoeiro,
a cavalo dum jumento,
à procura da bolota
até fartar,


ou do poleiro
do erário,

que escorre,
às golfadas,
pelas escadas singulares,
dos meandros dos partidos,
às escadas parlamentares,
às poltronas de são Bento,
às pastagens de Bruxelas,

p'ra glória sua
e muito melhor sustento...


Como a chuva
cai do céu,
aí vão
pela fresta do telhado,
ou pela porta do cavalo,

p'rós gabinetes de damasco,
nos oásis da banca,
da finança,
de rica herança,
que vem da Europa,
sem suor,
à custa da desgraça
do zé povinho...
que não é parvo,
mas grande anjinho...
sempre o mesmo
- o bombo da festa-
paga as favas...
e cai p'ró lado.