Não sou supersticioso.
Não quero tornar-me supersticioso.
Mas começo a ter medo dos dias onze de cada mês...
Temo que o meu País, no próximo dia onze de Fevereiro,
caia no barbarismo de dizer "sim"...
Tuesday, January 30, 2007
Sunday, January 28, 2007
Hoje, não tenho nada de que me apeteça falar. Olha, vou falar de virilhas. Ó diabo! Fugiu-me a boca...Queria dizer ervilhas. Porque me terá saído trocada a referência? Talvez , porque, há uns tempos para cá, essas bandas ocultas resolveram chatear-me. Péga, não péga, cravam-se-me umas alfinetadas no topo da perna direita e, andar, é o está-quieto...só devagar e com cuidadinho.
Esta coisa, de andar a sessenta e cinco... a geometria range que range...começa a abanar tudo, a carroça desengonça e, será da chapa, ou da carcaça, não há ferro nem engate que não bata.
Transplantes? Hhumm!...prefiro tudo o que vem da origem.... Aperta aqui, aperta acolá, pára agora, arranco já, com muito jeito, há-de dar até à toca...
Eu bem via o meu avô José . Nasceu no século dezanove...Deixou de subir à torre e tocar o sino...Daí em diante, foi pegar na bengala e, coitado, manca, salamanca, levava meia hora a vir da casa dele até à nossa. Eram outros tempos, também.
Mas voltando às ervilhas. Estava-me mesmo a apetecer um arrozinho delas...a acompanhar uma coelhada no forno.
Esta coisa, de andar a sessenta e cinco... a geometria range que range...começa a abanar tudo, a carroça desengonça e, será da chapa, ou da carcaça, não há ferro nem engate que não bata.
Transplantes? Hhumm!...prefiro tudo o que vem da origem.... Aperta aqui, aperta acolá, pára agora, arranco já, com muito jeito, há-de dar até à toca...
Eu bem via o meu avô José . Nasceu no século dezanove...Deixou de subir à torre e tocar o sino...Daí em diante, foi pegar na bengala e, coitado, manca, salamanca, levava meia hora a vir da casa dele até à nossa. Eram outros tempos, também.
Mas voltando às ervilhas. Estava-me mesmo a apetecer um arrozinho delas...a acompanhar uma coelhada no forno.
Tuesday, January 09, 2007
Sábado de manhã...
Manhã de Sábado. Desço à rua. Vou ao café da esquina, em Santo António da Caparica. Abro o jornal do costume, enquanto o empregado - já me conhece, desde solteiro,- começa a tirar-me a bica, cheia, e traz um queque.
Se estivesse só o velhote - sempre de trombas - não sei se são alguma coisa um ao outro, eu bem podia esperar. Até ao almoço.
Estamos no fim de Setembro. Já corre um ar fresco. Quase frio. E eu estou de manga curta.
As mesas cá fora estão quase cheias. Vizinhos como eu. Desfiam, folha a folha, as últimas do jornal. Atrás de mim, dois indivíduos falam, falam, melhor, só um é que fala, monocórdico sobre banalidades do dia a dia ou do que já passou. Um herói. Pela conversa , só a sua cabeça funciona em condições.
Numa das mesas do varandim, estão duas maduronas, pintalgadas. O perfume já aqui me deu. Falam, falam, ambas ao mesmo tempo. Não sei como é possível entenderem-se. Falam de saldos e das botas altas que já compraram...
Ah! O velhote já chegou. Ele mesmo vem limpar-lhes a mesa
- Que desejam tomar as Senhoras?...(Velho da Horta!...)
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