Tuesday, May 15, 2007
MIOPIA...PROTAGONISMO a mais...
nas TVs
Vestir o casaco do avesso,
Calçar o esquerdo, no direito,
Um botão da camisa em falso,
Virar o chapéu da frente
para o traseiro?...
Uma vez só, de vez em quando?
Não faz mal.
- É um percalço.
Tudo isso,
às vezes,
ao mesmo tempo?...
- Aí já não.
É disparate.
Sempre assim,
só por querer?...
- É palhaçada!
Se no mundo das TVs
o tempo sobra,
é demais,
p'rás balelas e futebóis!...
Se nas coisas sérias,
da vida e do saber,
tudo fica por dizer,
quando apenas começou...
Se os nossos locutores,
convencidos,
que são doutores,
na leitura dos jornais,
soltam comentários xouxos,
tão gratuitos
e tão banais...
e, nas entrevistas,
tão abruptos e arrogantes,
calam os entrevistados
- que pacientes!...
para lhes impor uma opinião,
a sua,
que ninguém pede
nem agradece...
Que miserável miopia
e que triste palhaçada!...
Sem que ninguém
lhes faça nada!...
Monday, May 14, 2007
Tuesday, May 08, 2007
O Deserto Economista...
Já bastavam as miragens
das areias do deserto!
E as mentiras traiçoeiras
da lua cheia...
Mesmo apagada ,
sem ser estrela,
alumia...
E as teorias mil
sobre as origens
da vida e das ideias:
Foi na água,
foi no fogo,
ou negrume das cavernas,
desde lá de trás,
dos remotos gregos,
aos hodiernos sábios
das clonagens...
E os cálculos arrojados,
de cabeça,
de egípcios e caldeus,
frente às estrelas,
p'rás pirâmides
que 'inda lá estão...
E as contas absurdas,
astronómicas,
dessas máquinas,
cegas,
surdas,
mudas...
que p'raí vão...
Nem são carne,
não são peixe,
nem vegetam!...
Mas,
mais fatais,
que todos os sábios,
adivinhos
do passado,
do futuro,
ninguém previu,
ninguém sabe donde
e para quê...
Num golpe de magia,
num assalto de voragem,
pela calada das orgias...
apareceu e para durar,
- será praga,
será castigo
ou expiação?...
essa horda malabar
dos economistas:
Os exclusivos detentores
das artes,
omniscientes,
malabaristas,
dos cordelinhos,
esotéricos,
dos balões
das percentagens
e das sondagens.
Esticam...esticam...
Como querem
e não rebentam ?!...
E, não é que,
em percentagem,
são mesmo chatos!...
Mesmo poucos,
convencidos,
fazem frente,
não desarmam!?...
Ra'is os partam!'...
Quem mo diz?
Qual é hoje
a percentagem
de miragem,
nas areias
deste deserto economista?...
Friday, May 04, 2007
Os padres casados?...Porque não?...
Como dizia o outro: " eu sou do tempo"...em que se era quase excomungado se ousasse discutir este tema em público e às claras!...
O celibato era indiscutível...era impensável pensar doutra maneira...seria uma catástrofe imaginar que os padres pudessem casar e serem sacerdotes ao mesmo tempo...era o mesmo que tentar juntar o azeite e o vinagre.
Os padres...devem ser castos...logo, não podem nem devem casar, porque o casamento, lá no fundo, era qualquer coisa de impuro, por natureza!...o casamento "distraía" o padre do serviço da igreja...roubava-lhe disponibilidade...complicava-lhe a vida...e por aí fora.
Porquê? Porque se construiu a ideia de que ser sacerdote era uma missão transcendente à normalidade das coisas reais...era assim como um bombeiro sempre em acção, pronto a a apagar fogos...ou um soldado sempre em guerra...para quem a família só estorva...
Ou seja: onde deveria imperar a normalidade da natureza, tal como foi criada, erigiu-se uma "ideia-força" como uma realidade incontornável e...implantou-se "de estaca"...na terra.
Claro que essa planta artificial pegou e ao cabo de séculos...impôs-se como não podendo deixar de ser assim. Ser padre...é igual... a ser celibatário.
Ora, sabemos que as coisas não tiveram o mesmo desenvolvimento na Igreja do Oriente.
Aí, manteve-se aquilo que brota da natureza das coisas. É como casado que o sacerdote exerce o seu múnus...em toda a sua extensão. E mais. Enriquecido pela riqueza do casamento. Com uma família à sua volta e na sua dependência.
O resultado é de perfeita harmonia e conjugação. O padre não vive numa estratoesfera...não perde o sentido das realidades...não se estonteia com as alturas como infelizmente vemos como foi, no passado, e muito ainda, no presente.
O apregoado "trunfo" do celibato não tem razão de ser, como condição sine qua non...
Com o tempo, lentamente, tudo entraria na normalidade se aquele deixasse de ser imposto...
Acho que seria uma "revolução" pacífica e muito frutuosa...para a Igreja. E é por aí que a Igreja deve seguir...
Como dizia o outro: " eu sou do tempo"...em que se era quase excomungado se ousasse discutir este tema em público e às claras!...
O celibato era indiscutível...era impensável pensar doutra maneira...seria uma catástrofe imaginar que os padres pudessem casar e serem sacerdotes ao mesmo tempo...era o mesmo que tentar juntar o azeite e o vinagre.
Os padres...devem ser castos...logo, não podem nem devem casar, porque o casamento, lá no fundo, era qualquer coisa de impuro, por natureza!...o casamento "distraía" o padre do serviço da igreja...roubava-lhe disponibilidade...complicava-lhe a vida...e por aí fora.
Porquê? Porque se construiu a ideia de que ser sacerdote era uma missão transcendente à normalidade das coisas reais...era assim como um bombeiro sempre em acção, pronto a a apagar fogos...ou um soldado sempre em guerra...para quem a família só estorva...
Ou seja: onde deveria imperar a normalidade da natureza, tal como foi criada, erigiu-se uma "ideia-força" como uma realidade incontornável e...implantou-se "de estaca"...na terra.
Claro que essa planta artificial pegou e ao cabo de séculos...impôs-se como não podendo deixar de ser assim. Ser padre...é igual... a ser celibatário.
Ora, sabemos que as coisas não tiveram o mesmo desenvolvimento na Igreja do Oriente.
Aí, manteve-se aquilo que brota da natureza das coisas. É como casado que o sacerdote exerce o seu múnus...em toda a sua extensão. E mais. Enriquecido pela riqueza do casamento. Com uma família à sua volta e na sua dependência.
O resultado é de perfeita harmonia e conjugação. O padre não vive numa estratoesfera...não perde o sentido das realidades...não se estonteia com as alturas como infelizmente vemos como foi, no passado, e muito ainda, no presente.
O apregoado "trunfo" do celibato não tem razão de ser, como condição sine qua non...
Com o tempo, lentamente, tudo entraria na normalidade se aquele deixasse de ser imposto...
Acho que seria uma "revolução" pacífica e muito frutuosa...para a Igreja. E é por aí que a Igreja deve seguir...
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