NO CAFÉ EÇA DE QUEIRÓS
É um salão luminoso,
regado de cor.
Tem o Eça escritor,
bem evidente,
a ler o jornal,
num painel ao fundo,
com ar superior.
Tem fartura de bolos,
muito cheiro a café.
Guloseimas de bolos
regados de ovos,
bolos opíparos,
que bem trabalhados,
variados enfeites,
de todas as cores.
Até,às escuras,
pãezinhos de deus
que o diabo,
lá dentro amasssou...
Que amigos da onça
e do colestrol!
Tem empregadas alegres,
de rosto gaiteiro,
sempre agitadas,
num corre e vai-vém,
baeta a brilhar,
sempre a sorrir,
levam às mesas,
passam de mil,
bicas, galões,
com espuma a esbordar.
Na mesa ao meu pé,
está uma "garina"....
muito palra a mulher!
Uma gata assanhada.
Seus lábios de cio,
parecem arder.
Revirada dos olhos,
olhos de gata,
remelgada de fel,
não olham pró chão.
São como vespas,
a olhar em redor,
À caça de mel?...
Ou da tigela da sopa
que há-de vir a ferver...
Aveiro, 14 de Janeiro de 2008
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