Tuesday, May 08, 2007




O Deserto Economista...

Já bastavam as miragens
das areias do deserto!

E as mentiras traiçoeiras
da lua cheia...
Mesmo apagada ,
sem ser estrela,
alumia...

E as teorias mil
sobre as origens
da vida e das ideias:

Foi na água,
foi no fogo,
ou negrume das cavernas,

desde lá de trás,
dos remotos gregos,
aos hodiernos sábios
das clonagens...

E os cálculos arrojados,
de cabeça,
de egípcios e caldeus,
frente às estrelas,
p'rás pirâmides
que 'inda lá estão...

E as contas absurdas,
astronómicas,
dessas máquinas,
cegas,
surdas,
mudas...
que p'raí vão...

Nem são carne,
não são peixe,
nem vegetam!...

Mas,
mais fatais,
que todos os sábios,
adivinhos
do passado,
do futuro,
ninguém previu,
ninguém sabe donde
e para quê...

Num golpe de magia,
num assalto de voragem,
pela calada das orgias...

apareceu e para durar,
- será praga,
será castigo
ou expiação?...

essa horda malabar
dos economistas:

Os exclusivos detentores
das artes,
omniscientes,
malabaristas,
dos cordelinhos,
esotéricos,
dos balões
das percentagens
e das sondagens.

Esticam...esticam...
Como querem
e não rebentam ?!...

E, não é que,
em percentagem,
são mesmo chatos!...

Mesmo poucos,
convencidos,
fazem frente,
não desarmam!?...

Ra'is os partam!'...

Quem mo diz?

Qual é hoje
a percentagem
de miragem,
nas areias
deste deserto economista?..
.

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