A Árvore dos “ Diogos”
Por sendas de mistério,
Tresmalhados,
Se espalharam pelo mundo.
Outros fados...
Casas fartas,
Muitos frutos e casais.
Uma árvore imensa,
Com tantos ramos e rebentos
Dum mesmo tronco
Se formou.
Imensa copa verde,
Cheia de graça
E muito lume,
Em grande roda,
Aos degraus.
Desde o pé até ao cume.
Fez-se tão grande.
Mal se viam.
Lado a lado.
Quis o fado do destino,
Que, por fim,
Se dessem conta
Da grande força,
Entusiasta que os prendia.
E um desejo em chama,
De repente se acendeu
E ateou, de lado a lado.
Aí vieram
Como elos presos em cadeia,
De mãos dadas.
E que corrente,
Em torrente, caudalosa,
Se teceu!…
Tantas luzes, reluzentes,
Tantas cores. Ao redor.
Que imponente
E que majestosa
Árvore de Natal
Se ergueu!…
Mafra, 25 de Setembro de 2012
4h53m
Joaquim Luís M. Mendes Gomes
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