Thursday, September 27, 2012


A Árvore dos  “ Diogos”

 

Por sendas de mistério,

Tresmalhados,

Se espalharam pelo mundo.

Outros fados...

 

Casas fartas,

Muitos frutos e casais.

 

Uma árvore imensa,

Com tantos ramos e rebentos

Dum mesmo tronco

Se formou.

 

Imensa copa verde,

Cheia de graça

E muito lume,

Em grande roda,

Aos degraus.

Desde o pé até ao cume. 

 

Fez-se tão grande.

Mal se viam.

Lado a lado.

 

Quis o fado do destino,

Que, por fim,

Se dessem conta

Da grande força,

Entusiasta que os prendia.

 

E um desejo em chama,

De repente se acendeu

E ateou, de lado a lado.

 

Aí vieram

Como elos presos em cadeia,

De mãos dadas.

 

E que corrente,

Em torrente, caudalosa,

Se teceu!…

 

Tantas luzes, reluzentes,

Tantas cores. Ao redor.

Que imponente

E que majestosa

Árvore de Natal

Se ergueu!…

 

Mafra, 25 de Setembro de 2012

4h53m

Joaquim Luís M. Mendes Gomes

 

  

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