Thursday, September 27, 2012


Escrevo  para ti,

Ó quente Verão

Que, tão lesto, partiste,

Quando tudo sorria.

 

Esta chuva de Outono

Deixou minha alma inundada

De pranto.

 

Tudo ficou diferente

E mais triste.

 

Não mais folguedos de pássaros,

Pelas sebes rutilantes de sol…

 

Até as folhas caladas,

Deste arvoredo parado,

Choram da tristeza

Que chega.

 

Meus passos seguem perdidos,

Às cegas,

Sobre um caminho escondido…

Por debaixo do tapete amarelo.

 

Onde estão as pégadas

Daquele sonho desfeito

Que foram deixadas por ti?

 

Não há chuva de outono

Que consiga apagar

Este Verão de lume,

Brando e cinzento

Que me arde e consome,

Cá dentro…

 

Ouvindo concerto nº 21 de Mozart

Mafra, 26 de Setembro de 2012

5h21m

Joaquim Luís M. Mendes Gomes

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