Escrevo para ti,
Ó quente Verão
Que, tão lesto, partiste,
Quando tudo sorria.
Esta chuva de Outono
Deixou minha alma inundada
De pranto.
Tudo ficou diferente
E mais triste.
Não mais folguedos de pássaros,
Pelas sebes rutilantes de sol…
Até as folhas caladas,
Deste arvoredo parado,
Choram da tristeza
Que chega.
Meus passos seguem perdidos,
Às cegas,
Sobre um caminho escondido…
Por debaixo do tapete amarelo.
Onde estão as pégadas
Daquele sonho desfeito
Que foram deixadas por ti?
Não há chuva de outono
Que consiga apagar
Este Verão de lume,
Brando e cinzento
Que me arde e consome,
Cá dentro…
Ouvindo concerto nº 21 de Mozart
Mafra, 26 de Setembro de 2012
5h21m
Joaquim Luís M. Mendes Gomes
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