Duas Carcaças de Moliceiros
Ali dormem paradas
Duas carcaças,
Já desventradas,
Ao pé da Ria,
De moliceiros.
De tão cansadas,
Tanto moliço,
Anos a fio,
Tirado à Ria,
Levaram no ventre.
Adubo dos campos,
Milheirais ao vento,
Searas de ouro,
Hortas de sonho,
Arcas de pão.
Lareiras acesas,
Serões em família,
De avós e netos,
Bênçãos do céu.
Podeis dormir,
Sossegados,
Moliceiros da ria,
Obra do homem,
Graças de Deus…
Ovar, 12 de Setembro de 2012
14h46m
Joaquim Luís M. Mendes Gomes
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