Thursday, September 27, 2012


Cresceu um grande embondeiro,

no fundo do meu quintal.

Tantos ninhos lá se ergueram,

bem escondidos,

nos seus ramos de gigante.

 

Tantas aves lá se amaram,

sob o sol e sob o luar.

E dali foram…mundo fora…

e ali vinham, cada ano,

sem esquecer.

 

E as alegres sinfonias

Do passaredo

Que ali brincava,

À solta…

Como se fosse o recreio,

Inesquecível,

Da minha escola!...

 

E que sestas lautas,

De frescura,

Ele nos deu!…

 

E que banquetes,

Ali servimos,

Em fraternal animação.

Desde os filhos

Até aos netos…

No paraíso da sua sombra!...

 

Parecia eterno e invencível!...

 

Eis que um furacão,

Vindo, não sei de onde,

Se levantou medonho,

Com tanta sanha…

Que vendaval!...

 

E o embondeiro

Tão preso ao chão,

Quase caíu…

Mas não quebrou!...

 

Mafra, Café Castelão, 27 de Setembro de 2012

11h 38m

Joaquim Luís M. Mendes Gomes

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