Cresceu um grande
embondeiro,
no fundo do meu quintal.
Tantos ninhos lá se
ergueram,
bem escondidos,
nos seus ramos de
gigante.
Tantas aves lá se amaram,
sob o sol e sob o luar.
E dali foram…mundo fora…
e ali vinham, cada ano,
sem esquecer.
E as alegres sinfonias
Do passaredo
Que ali brincava,
À solta…
Como se fosse o recreio,
Inesquecível,
Da minha escola!...
E que sestas lautas,
De frescura,
Ele nos deu!…
E que banquetes,
Ali servimos,
Em fraternal animação.
Desde os filhos
Até aos netos…
No paraíso da sua
sombra!...
Parecia eterno e
invencível!...
Eis que um furacão,
Vindo, não sei de onde,
Se levantou medonho,
Com tanta sanha…
Que vendaval!...
E o embondeiro
Tão preso ao chão,
Quase caíu…
Mas não quebrou!...
Mafra, Café Castelão, 27
de Setembro de 2012
11h 38m
Joaquim Luís M. Mendes
Gomes
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