Como semente
Que se oculta sob a terra,
Sua vida ao sol
Se suspendeu e se escondeu.
Deixou passar
As vagas bem agrestes
Da intempérie que o ameaçavam.
E , no silêncio fúnebre da escuridão,
Foi haurir a força,
Para germinar, para crescer,
E ressurgir em liberdade,
Como planta arbórea,
Carregada de frutos saborosos.
Como humildes gotas de água
Que vão em paulatina procissão,
E engrossam ocultos lagos,
Subterrâneos,
Donde brotam fontes eternas
E rios caudalosos.
Como os sorrisos ternos
Eas sonoras gargalhadas das crianças
Levantam vagas
Carregadas de alegria,
A caminho da escola,
Assim ele se apagou
E prostrou num retiro,
Oculto,
Para germinar …
E, sei lá quando,
Muito mais rico
E mais fecundo renascer…
Ovar, 29 de Setembro de 2012
6h36m
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